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Resposta:
O sucesso de vendas desse tipo de cigarro veio da percepção do fumante de que eles fariam menos mal à saúde do que os cigarros tradicionais, que aumentam em 2 a 4 vezes o risco de infarto agudo do miocárdio.
O que tem sido observado, no entanto, é que os fumantes dependentes de nicotina, de forma inconsciente, acabam desenvolvendo mecanismos compensatórios ao fumar cigarros “light” (tragar com maior intensidade e/ou mais devagar, reter a fumaça no pulmão por mais tempo, bloquear com os dedos ou a boca os orifícios de ventilação dos filtros etc.), o que resulta em consumo de nicotina e demais substâncias tóxicas similares ao dos cigarros tradicionais.
Até o momento, nenhum estudo demonstrou que o risco de apresentar doenças graves (como infarto agudo do miocárdio e câncer) seja menor nos fumantes de cigarros “light” do que nos fumantes de cigarros tradicionais.